Do que as plantas precisam?

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Hortelões de plantão!!! Hoje vamos falar sobre nutrição das plantas. Vamos saber por que temos adubos diferentes para diferentes partes das plantas que queremos cultivar (folhas, flores, raízes, entre outros).

Para sobreviverem e desenvolverem-se bem as plantas precisam de nutrientes, principalmente os chamados macronutrientes, quais são absorvidos e requeridos em maior quantidade. Já os micronutrientes são absorvidos em menor quantidade. Vamos dar ênfase à alguns macronutrientes e suas relações com os adubos mais conhecidos.

São considerados macronutrientes: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S). Sendo que os mais presentes em diversos adubos é o nitrogênio, fósforo e potássio e cada um é legal para um objetivo específico.

Vamos a eles, então…

Nitrogênio (N): ele é responsável, principalmente, por ativar a fotossíntese e promover o crescimento das folhas. É o macronutriente em maior proporção em diversos adubos, como esterco, composto orgânico, bokashi, torta de nim e húmus de minhoca. De adubo para adubo a proporção é muito variável. O excesso deste na terra causa menor florescimento e frutificação, além de retardar o desenvolvimento das raízes e deixar a planta suscetível às pragas.

Fósforo (P): macronutriente importante para o processo de germinação e maturação de raízes, frutos e flores. Portanto, quando queremos que a planta frutifique ou floresça temos que dar mais atenção a ele. Um adubo que apresenta altas proporções de fósforo é a farinha de ossos, qual tem em torno de 28%. A deficiência deste nutriente no solo acarreta em uma planta com raízes pouco desenvolvidas, sem floração e frutificação.

Potássio (K): propicia que caules, folhas, flores e frutos fiquem mais firmes. Ele é mais importante ainda para as plantas bulbosas e tuberosas, como batata, cebola, alho, lírio, entre outras. A falta deste nutriente no solo acarreta em uma muda pouco desenvolvida. Ele está presente em diversos adubos, como no composto orgânico e nas cinzas de madeira.

Cálcio (Ca): oferece maior resistência à doenças, quais são dificilmente tratadas depois de desenvolvidas. Melhora o crescimento das raízes, propiciando o enraizamento mais profundo. Os solos brasileiros são tipicamente ácidos e ao incorporarmos cálcio minimizamos este problema. Por isto quando formos começar uma horta no chão é legal fazer uma calagem (correção do pH), incorporando cálcio. Podemos adicionar ao solo este nutriente através do calcário e gesso, porém uma forma muito legal e fácil é jogar ovos triturados no solo, assim como colocar as cascas durante o processo de compostagem.

Enxofre (S): este nutriente é naturalmente abundante em solos com grandes quantidades de matéria orgânica, como na conhecida serrapilheira das matas. Ele favorece a fotossíntese e a respiração. Melhora o odor e sabor de bulbos e raízes durante seu desenvolvimento, por isto quem escolher plantar alhos e cebolas deve se atentar a este nutriente.

Magnésio (Mg): muito importante para a formação da clorofila, além de promover a coloração e a formação de açúcares. A mistura sulfato de magnésio e calcário dolomítico dá origem ao magnésio.

Olhem só uma ilustração que mostra de maneira prática como identificar cada deficiência…

nutrientes

Lembrando que o importante é ter um solo com equilíbrio de nutrientes, como vimos, tanto o excesso como a falta acarretam danos à planta. A maioria dos adubos compostos possuem os três macronutrientes (N, P e K), porém o que varia de um para o outro é a proporção.

Fonte:viveirosabordefazenda.wordpress.com

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